0:00
/
Transcrição

"Meu prazer e minha vida é a música": uma conversa com Marcos Valle

_publicado originalmente em inglês, dia 28 de julho de 2024, no Sounds And Colours

Para Marcos Valle, a aposentadoria é algo inimaginável. Não está nos seus planos. Na transição dos 80 para os 81 anos, ele quer mais. De agosto a outubro de 2024, ele vai fazer uma turnê entre Europa e Estados Unidos, contabilizando 30 shows agendados, e lançará no dia 20 de setembro o seu 23º álbum, “Túnel Acústico”, via Far Out Recordings. “É um apanhado da minha vida, da minha mistura musical”, diz. “Eu procurei entrar em contato com várias vertentes, tanto de harmonia quanto de melodia e de groove. Eu fiquei muito feliz com o resultado. Ele se chama Túnel Acústico, porque acho que minha vida é um túnel que estou indo e não quero ver o final não, sem luz no final”.

Em Túnel Acústico, a banda principal de Valle conta com dois integrantes do renomado grupo brasileiro de jazz-funk Azymuth: Alex Malheiros no baixo e Renato Massa na bateria. A seção rítmica é completada pelo percussionista Ian Moreira, com contribuições adicionais do guitarrista Paulinho Guitarra e do trompetista Jesse Sadoc. As composições foram feitas pelo próprio Marcos, Joyce Moreno (“Bora Meu Bem"), Céu (“Não Sei”) e Moreno Veloso (“Palavras Tão Gentis”), além do irmão dele Paulo Sérgio Valle (“Tem Que Ser Feliz”).

Esbanjando jovialidade e simpatia, o sempre sorridente compositor, arranjador, cantor e multi instrumentista brasileiro fala via Zoom ao Sounds and Colours sobre os seus 60 anos de música, parcerias com artistas da nova geração, samples feitos por rappers, como Jay-Z, Kanye West e Pusha T, interpretações de Frank Sinatra, Sarah Vaughan, Sérgio Mendes, Elis Regina e Emma Button, das Spice Girls, o disco “Túnel Acústico”, futuro e as parcerias com o ícone do soul Leon Ware.

“Não quero ficar parado porque se eu ficar parado vou ficar chato pra caramba, vou encher o saco das pessoas”, diz ele rindo. “Agora, pode chegar um momento, eu não sei. Cada um vai até onde Deus quiser, né!? Mas por enquanto, meu amigo, meu prazer e minha vida é música, palco, estúdio, show”. 

Para começar, quero perguntar qual é o segredo para se manter ativo aos 80 anos, fazendo shows, disco, música... de onde tira toda essa energia?

Olha, Adailton, na verdade é o seguinte: eu gosto muito da vida em primeiro lugar. Sou um cara muito feliz com a vida, tenho pensamento positivo e sempre procuro ver o copo cheio. Acho também que a música (logicamente) me dá essa oportunidade de fazer algo que eu amo, e além do fato que depois de 60 anos de carreira... como você falou, fazendo tanta coisa, sendo tão procurado pelas novas gerações, pelos novos artistas, eu sou muito grato. Então, isso tudo me dá uma felicidade de alma. Eu tenho um lado muito criança, muito sonhador... sempre tive, desde o início da minha carreira até hoje. Logicamente que eu procuro me cuidar, faço meus exercícios, me alimento direitinho... nada radical. Mas o segredo é ser feliz.

Você passa uma jovialidade e falou da conexão com os mais novos… recentemente também fez um show com Emicida, Rashid, Céu e Moreno Veloso. Como tem sido a conexão com esses novos artistas?

Olha, elas são ótimas e muito naturais porque quando eles me procuram pra fazer alguma coisa ou alguém põe a gente juntos, eu sei que é bom pra eles, mas pra mim é muito bom também. Primeiro, porque eu gosto das novas parcerias, eu não sou de ficar parado pensando no que eu fiz. Sou muito grato no que eu fiz, mas sempre fico pensando no hoje, no amanhã, no que eu vou fazer. Então, quando tem uma parceria assim como Emicida, Rashid, Moreno, com a Céu, Liniker... são pessoas que eu admiro e ao admirar e fazer um trabalho com essas pessoas, surge uma outra história. É a tua parte que junta com outra parte e daí surge um novo filhote. É isso que me dá um grande prazer de estar criando algo novo e se torna muito natural porque como eles gostam do que eu faço, mas eu também gosto do que eles fazem, essa junção é muito boa, muito prazerosa pra sair uma coisa nova.

E não é de hoje que essas conexões existem. Suas músicas são muito sampleadas pelos rappers e o pessoal do jazz gosta muito da sua música…

É ótimo porque eu sou exatamente aberto a isso... essa coisa de ter por exemplo uma música que tem uma versão jazzística, uma outra mais pop, uma outra mais funk. Eu adoro isso. Por exemplo, quando o Jay Z e o Kanye West começaram a samplear minhas músicas, depois veio outros artistas, eu gostei demais. Eu me lembro que quando o Jay Z me mandou a música "Thank You", que ele tinha sampleado uma música minha chamada "Ele e Ela", eu adorei quando eu ouvi. Adorei a construção, porque é como eu disse: eles pegam o que eu fiz e criam uma coisa em cima que é absolutamente interessante. E se você pensar em termos de comunicação é muito bom, porque o público que ouve o que o Jay-Z fez e vai saber que sampleou do Marcos Valle, alguém vai perguntar: quem é o Marcos Valle?'' Então, essa comunicação é ótima, não só artística, mas em termos de você conquistar outros públicos.  

Vai apresentando sua música para uma outra geração também… para pessoas que não te ouviam.

É exatamente isso. Um dos segredos pra você manter sua música... Logicamente, se estou há 60 anos no business, quantas gerações eu já passei, que me acompanharam no início, depois ali, depois aqui... somando, somando, somando, e aí forma esse público. Eu adoro fazer shows pelo mundo a fora e no Brasil também com o pessoal em pé participando. Geralmente é predominantemente jovem, mas também tem de outras idades. Essa mistura é fascinante.

Você viveu vários momentos da indústria musical, hoje o digital tem alcançado um número maior de pessoas e facilitando o acesso à música. Qual sua visão sobre esse momento atual do mercado e da facilidade de gravar uma música hoje com a possibilidade de soltar na semana seguinte?

Gosto, porque essa tecnologia moderna facilitou tanta coisa, inclusive de você fazer um trabalho rapidamente, de ter colaboração com artistas, por exemplo eu daqui no Rio de Janeiro faço com o Tom Misch que está lá na Inglaterra, faço com o pessoal que está em Los Angeles... essa possibilidade de fazer a coisa imediata, e também se você pensar nos novos artistas é fascinante porque tem muita gente boa aí, não dependem mais das grandes gravadoras multinacionais, que tinham que ser contratados e provar que podia vender. Hoje não, os artistas novos conquistam os seus públicos através da internet. É mais rápido. Acho que isso pra música brasileira atual é fundamental, eu assino embaixo... pode ter problema, porque você tem que ter controle de direitos diferentes e eu tenho sorte que meu filho Daniel, que tem 31 anos, é advogado de direitos autorais e ele sabe controlar esses samples, essas coisas, porque essa parte de negócios não é comigo, eu só faço música.

Falando sobre o Tom Misch... vocês criaram uma conexão. Ele veio tocar no brasil e você tocou com ele no Rio no festival MITA. Eu fui na edição em São Paulo, mas infelizmente você não tocou. De que forma vocês se aproximaram?

Cara, eu conheci o Tom Misch... eu falei do meu filho Daniel, mas tenho outro filho que é o Tiago. Ele era fã do Tom Misch, eu não o conhecia. E de tão fã ele começou a perceber que a foto que o Tom Misch colocava na página dele era a minha, a capa daquele disco que tem "Estrelar" ("Tem que correr, tem que suar"). Aí, o Tiago estabeleceu isso e nos conhecemos na Europa, depois de algum festival. Nos tornamos amigos, parceiros, fizemos aquele show no MITA, fizemos músicas novas, e agora que estou indo fazer uma turnê na Europa e depois nos Estado Unidos, eu já combinei com ele pra já reservar um dia no estúdio em Londres porque vamos compor coisas novas.

E essas músicas novas vão estar presentes nesse novo disco que você está preparando ou o disco já está pronto?

Esse já está prontinho, já está mixado. O Tom misch vai ter que ficar para o próximo. Esse novo é todo de músicas novas, inéditas... fiz as músicas e letras no disco, mas tenho a Céu, a Joyce, Moreno Veloso e meu irmão Paulo César em quatro letras. O resto fui eu que fiz tudo novo. É um apanhado da minha vida, da minha mistura musical… eu procurei entrar em contato com várias vertentes, tanto de harmonia quanto de melodia e de groove. Eu fiquei muito feliz com o resultado. Ele se chama Túnel Acústico, porque acho que minha vida é um túnel que estou indo e não quero ver o final não, sem luz no final.

E vai ser acústico mesmo?

Não, ele não tem muita coisa eletrônica, mas é muito baseado no meu (piano) Rhodes, que eu gosto de tocar. Mas tem guitarra, tem metais, mas ele não é só acústico não. O acústico é mais pelo fato de ser o nome da minha vida. Ficou uma mistura muito interessante. 

É impossível não reconhecer a sonoridade de Marcos Valle. Tem uma assinatura. Tem ideia de como desenvolveu essa arquitetura?

Olha, eu acho que isso foi formado desde que eu era garoto, porque eu me interessei pela música ainda muito pequeno quando tinha 3-4 anos. Meus pais falavam que eu era muito ligado em música. De um lado eu tinha minha avó que tocava música clássica e do outro lado tinha meu pai que era advogado e adorava música popular. Então, eu ficava ouvindo aquilo o tempo inteiro. Era música clássica, música popular, marchinha de carnaval, frevo, baião, aquela mistura toda. Isso foi se formando na minha cabeça. Aí, eu estudei piano e com a continuidade na vida cada vez me interessei por coisas que me agradavam. Veio o rock, o jazz, o samba, veio a black music... uma mistura de coisas que me interessavam e com isso foi formado o meu estilo. Misturei tudo isso na minha cabeça... e não é uma fórmula. Então, eu acho que essa mistura de harmonia, melodia e ritmo interessou muito e chegou nos djs. Era uma mistura não muito comum.

Tinha alguém que te inspirava ali no começo?

Tinha muita gente. Posso te citar que da música popular tinha (Dorival) Caymmi, desde o início (depois fiquei muito amigo da família), Jackson do Pandeiro, Luiz Gonzaga, Marlene, Emilinha Borba, Nat King Cole, (Frank) Sinatra, Doris Monteiro, Nora Nei, Little Richards... cara é tanta gente. Depois (até chegar na bossa nova) teve Agostinho dos Santos, João Gilberto, Tom (Jobim) , Ray Charles, Stevie Wonder… isso tudo eu escutava e assimilava. Eu gosto muito de ouvir, sou muito atento. E não é ouvir para copiar, não é isso. É ouvir pra gostar, e gostando você acaba sendo influenciado de alguma forma.

A música brasileira é muito consumida, muito ouvida no Japão, Europa e Estados Unidos. A língua é uma barreira ou não existe isso?

Pelo contrário, eles gostam que eu cante em português. Quando chega no refrão: "é mentira… mentira"... eles cantam comigo. Isso não acontece só nos Estados Unidos, acontece no Japão, Europa, Cazaquistão... eu fui tocar no Cazaquistão. Aí perguntei: 'Cazaquistão? Mas eles conhecem minha música lá?' Cheguei lá e aquela garotada toda cantando: "É mentira". Eu disse: não acredito, porque estou cantando em português. Então, na verdade eles gostam do som. É lógico que nos EUA eu vou colocar algumas coisas em inglês que eu fiz com meu parceiro Leon Ware, que era parceiro do Marvin Gaye, mas são só três músicas, o resto todo é em português. E te digo mais uma coisa,  hoje em dia o público é muito parecido. Aquele pessoal em pé dançando e cantando. Cara, na Europa é gente local, não é brasileiro. É a mesma reação. Eu acho que as gerações novas têm a mesma resposta quando gostam da sua música. 

Essa geração está mais aberta ao novo, a novas descobertas?

Essas gerações novas são muito inteligentes. Ao mesmo tempo que gostam da dança, do groove, estão super ligados no seu solo, nos metais... eles ficam atentos aos detalhes. Eles são conhecedores e nem sei se é conhecedor de estudar, mas têm um ouvido muito bom. Ao mesmo tempo que o corpo está mexendo, o ouvido está atento a cada detalhe e isso é fantástico. 

Você citou essa música com o Leon Ware, "Feels So Good". Ela estava perdida? 

Isso é sensacional porque eu tenho uma parceria com o Leon Ware da época que morei nos EUA, em 1975-1980, e temos muitas músicas gravadas, inclusive o "Estrelar" é minha e dele que é uma mistura de funk com baião. Então, tinha uma demo em cassete, de 1978, aí eu mostrei para o co-produtor do meu novo disco. E ele disse: 'Cara, essa música é fantástica, a gente tem que resgatar'. E eu disse: mas cara isso é em K7. Ele respondeu: 'deixa comigo'. A mesma coisa que os Beatles fizeram com o John Lennon. Ele pegou e passou por alguns equipamentos tecnológicos. Tirou a voz do Leon, onde não era pra eu cantar, e eu botei minha voz e eu fiquei assim: impressionado. Todo mundo adorou porque o Leon já faleceu e essa é uma novidade que saiu agora. Saiu em single, antes do disco, e vai sair em vinil colorido limitado. Foi um prazer incrível, cara. E tem mais, vou botar a voz do Leon ao vivo. Já estou fazendo uma coisa para trazer ele cantando junto comigo nos shows.

Esse single foi lançado em vinil e o vinil agora virou onda e daqui a pouco a cassete volta também.

É verdade, o vinil está vendendo mais que o CD. As lojas voltaram... todos os meus discos, que eu gravo, até no Brasil, eles lançam em vinil. Há pouco tempo eu gravei "Cinzento" e a Deck lançou também em vinil porque tem um público interessado não só de DJ's, colecionadores, como a gerações novas estão interessadas. É muito interessante, cara, como isso voltou. Eu acabo de comprar um novo toca discos, um Technics maravilhoso. Eu tive que renovar meus aparelhos pra ouvir tudo isso que estou gravando. E a sonoridade que tem esses aparelhos novos é fantástica. Então, essa coisa do vinil se tornou muito forte. Quando você lança também em vinil tem uma repercussão fortíssima.

E tem aquela coisa de materializar a obra, de pegar ela na mão…

Não tenha dúvida... o vinil quando você pega (ele vai até a prateleira e pega um disco), aí tem a capa, a contracapa que você vai ler com tudo grande, tem o encarte, que você pega aqui dentro e vai ver quem é que tocou. É quase um fetiche, como é um livro, você pega, tem prazer.

Agora você vai partir para uma turnê na Europa, o que está preparando para os europeus. A agenda tá cheia, né!? 

É muita coisa. São 16 shows na Europa, volto, fico aqui 14 dias, inclusive no dia 14 de setembro é meu aniversário, vou completar 81, sair dos 80, aí vou para os EUA. O que eu faço nessas turnês: eu coloco coisas novas, tipo do disco que vai sair em setembro, muito bem, vou colocar essa com o Leon, mas também resgato músicas de outras épocas e de discos mais recentes, um pouco mais atrás: "Mentira", "Samba de verão", "Estrelar"... é uma tentativa de fazer um apanhado da minha carreira. Levo minha banda toda, que já está comigo a muito tempo e vambora.

No processo de composição como funciona, tanto na escrita quanto de arranjo de criação do som?

Olha, de formas diferentes. Eu gosto muito de trabalhar sob uma certa pressão. Eu estou pensando em música o tempo inteiro, a minha cabeça pensa: música, música, música. Mas como eu faço muita coisa, eu tenho que trazer a música que está na cabeça para o piano e assim poder trabalhar nela, no arranjo e deixar espaço para a próxima senão uma coisa vai atropelando a outra .Mas também muitas vezes eu guardo ideias. Vem muitas ideias quando estou caminhando, dirigindo ou então quando venho pro piano. Aí, digo: peraí, tenho que gravar essa ideia. E às vezes recorro a ideias guardadas. Por exemplo: o Arnaldo Antunes queria fazer uma coisa comigo, então eu recorri a uma que eu tinha, mandei pra ele que me mandou uma letra linda. São formas diferentes, de vez em quando eu deixo ela vir, de vez em quando eu provoco e às vezes eu recorro às ideias que já tenho.

Tem algumas coisas das antigas guardadas ainda que você revisita?

Isso é engraçado. É por isso que eu vejo que a minha música é o que sempre foi. Coisas lá de trás que eu pego, mas parece que eu fiz agora. Lógico, eu uso muito isso e funciona muito bem. Isso me dá prazer de ter um elo com o que eu fiz, com o que estou fazendo e o que eu vou fazer. Sinto que é um túnel acústico. Você vai ficando mais experiente, a vida muda, você tem outras experiências, mas basicamente é o mesmo túnel, eu não saio dele. Só que ele vai aumentando, ficando mais claro, tem uma curva aqui, uma curva ali, mas o túnel é o mesmo.

Vai mudando a paisagem…

Exatamente, mas a forma, os elementos que me fizeram por esse mundo de músico são aqueles: as influências, as coisas que eu vi e continuam a mesma coisa. 

Pensando nisso, a aposentadoria não está nos planos?

Não!!! Quero não, de jeito nenhum. Eu te digo uma coisa: eu quero é mais. Hoje eu valorizo ainda mais o que eu faço, eu tenho muito mais prazer de estar ali no palco, de estar viajando... aí você fala: tanto tempo de carreira e continua assim. Então, não quero ficar parado porque se eu ficar parado vou ficar chato pra caramba, vou encher o saco das pessoas. Agora, pode chegar um momento, eu não sei. Cada um vai até onde Deus quiser, né!? Mas por enquanto, meu amigo, meu prazer e minha vida é música, palco, estúdio, show. 

Falando desses dois ambientes, palco e estúdio, qual você prefere?

Olha rapaz, é difícil. Logicamente, o palco é incrivelmente estimulante, porque a energia que vem de um monte de gente é muito forte. O momento que você está no estúdio é teu. Você está construindo uma coisa, como se fosse construir o seu prédio. Lógico que o prazer de ver aquilo se formando, e quando se ouve: opa, cara, era isso que eu tinha na cabeça. É um prazer incrível, mas um prazer particular. Sou eu comigo mesmo. É difícil, sabia? Porque esse prazer de construir o que está na sua mente e você vê ali é incrível, mas estar na frente do público também é. Quando você entra no palco, dor de cabeça ou dor de barriga vai tudo embora, é o melhor remédio que tem pra minha saúde.

Querendo ou não também é uma forma de materializar o trabalho, né, porque o público está reagindo aquilo que você está trazendo.

Isso, exatamente. Bem dito. Você vem com a coisa feita, preparada e agora você vai jogar para o público e ver como é que o público vai reagir a isso. E quando você tem a reação, é um prazer absurdo porque se forma um elo sensacional.

Discussão sobre este vídeo

Avatar de User

Pronto para mais?