o conteúdo perdeu o reinado
essa monarquia acabou
Se um dia o conteúdo foi considerado rei - ideia popularizada por Bill Gates na metade dos anos 1990 -, podemos dizer que perdeu seu reinado faz algum tempo. A monarquia foi deposta. Mesmo assim, vários súditos querem o seu retorno ao trono. Basta você ter um celular na mão para se autoconsiderar um creator. Não por acaso, a quantidade de “conteúdos” criados a cada segundo é incalculável. Cada um tenta um lugar ao sol. Os métodos são diversificados. Compartilhamento de rotinas, vendendo promessas infalíveis [que sempre falham], sendo inconveniente no cotidiano de terceiros, mostrando que tem conhecimento em algo que não domina.
Na verdade é até difícil definir o que de fato se encaixa nesse “conjunto de conhecimentos, habilidades e formas de comportamento”. Todo mundo tem algo a dizer, mesmo não sabendo o que. Isso sem considerar que existe uma repetição de fórmulas virais que nem sempre dá certo para todos. Levam ao pé da letra o “nada se cria, tudo se copia”. É verdade, existem as referências e inspirações. Porém, não dá para se prender a elas. É necessário ter personalidade e desenvolver identidade própria. Tem que entender qual o propósito e o tipo de mensagem que você quer passar para quem te acompanha.
Se esse “conteúdo” é para promover o trabalho, precisa fazer algo que converse com o público destinado. Determinadas produções não cabem para alguns nichos profissionais. É necessário ter cautela para não se perder no personagem e perder a credibilidade. Por mais básico que seja, o objetivo tem que ser chegar ao receptor da maneira mais clara e objetiva possível, sem ruídos. A atenção deve ser captada nos primeiros segundos da leitura, do vídeo, do áudio. Precisa ser interessante para aqueles acompanham senão vai ser só mais um a ser ignorado no meio de tantos.
Agora, para quem não usa as redes (anti) sociais para impulsionar os serviços prestados a recomenddação é: não leve esse ambiente digital tão a sério. Trate-o como um espaço de entretenimento. Para passar o tempo. O conteúdo absorvido e partilhado na vida real é muito mais interessante, dura para a vida inteira e não tem interferência de algoritmos.


